Ultramar

ASPECTOS DA POLÍTICA ULTRAMARINA PORTUGUESA

Pires de Lima sobre o Brasil da 2ª Grande Guerra

Pode encontrar-se num livro publicado em 1986 pela Comissão do livro negro sobre o regime “fascista”, a correspondência entre Mário de Figueiredo e Oliveira Salazar. Entre a dita correspondência vem um pequeno relatório manuscrito enviado do Brasil ao Presidente do Conselho por via daquele que foi, juntamente com o que viria a ser o Cardeal de Lisboa Gonçalves Cerejeira, o seu mais antigo companheiro de lides políticas e um dos mais íntimos. De idade e origens semelhantes às de Salazar, viriam a ser colegas no Seminário de Viseu, no curso de Direito em Coimbra, na docência no Colégio da Via Sacra em Viseu e partilhariam casa no antigo convento dos Grilos, em Coimbra, já professores da Universidade. (...)
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O isolamento português

Entre 1960 e 1970, mantendo-se firme na sua política de defesa (e desenvolvimento, que já vimos fazia parte daquela) do Ultramar, Portugal enfrenta um conjuntura internacional francamente desfavorável. Franco Nogueira expõe-nos o isolamento português face à nova dinâmica bipolar mundial. (...)
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Uma nação não é o dia que vive

«Uma nação, sobretudo quando bem antiga, não é o dia que vive: é o conjunto dos séculos passados, e a preparação constante para os séculos que hão-de vir», diz-nos Franco Nogueira num dos trechos da introdução aos seus Diálogos Interditos. Volvidos que estão 35 anos desde que se publicaram aquelas linhas, forçoso é verificarmos que não só está a nação arredada - e arredando-se cada vez mais - das «linhas de acção» históricas pelas quais sempre se pautou («até à III República»), como - o que é talvez pior, se pior pode haver - parece ser nula a preparação para os «séculos que hão-de vir». (...)
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A subversão

É o título de um livro francês cujo terceiro capítulo transcrevemos. Escrito por Roger Mucchielli - psico-sociólogo, psicopedagogo, caracterólogo, professor agregado de filosofia e neuropsiquiatria, nascido em Orléansville, Argélia, em 1919, não lhe faltam decerto pergaminhos para discorrer sobre a questão. (...)
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Da Lei Orgânica do Ultramar

«A construção pacífica da sociedade multirracial portuguesa é a única via que leva a resultados construtivos». Dir-se-ia uma frase escarrapachada num qualquer programa político de um qualquer partido vagamente “de esquerda”, asseverando os benefícios da chamada multiculturalidade, sub-categoria da também propalada diversidade.

Dir-se-ia, mas não se dirá. Na realidade, a frase é de Marcello Caetano e consta do livro no qual se dá conta do quarto ano de actividade do (seu) Governo; portanto, em 1972. Vem ela a propósito da Lei Orgânica do Ultramar que havia sido recentemente publicada e das intenções com que tal se fez. (...)
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